terça-feira, 26 de janeiro de 2010

cultura yuru'm u


Neste contexto social
em que presenciamos
atrocidades corriqueiras,
o que caracteriza
nossa cultura de fato?
Seria a Arte ou a Imbecilidade?
Realmente é subjetivo crer
no poder da inocência brasileira
somada a sua trágica complexidade.
Não é completamente exato,
mas de fato,
“ser” sem ao menos “entender”
nossa paradoxal irreverência
é no mínimo cruel.
No entanto, somos espectadores
de cenas de horror
voltada a “comédia-romântica”
temperada com um vasto suspense
de arrancar os cabelos,
já que notícias e mais notícias
são despejadas sobre
nossas refeições todos os dias.
O importante é
não perder a consciência,
apesar dos “acasos” e “descasos”
de uma terra inglória.
O legítimo e considerável
é filtrar os inocentes mesquinhos
dessa miserável condição. Como?
Talvez com o método psicodinâmico
que nossa sociedade nos envolve,
ou quem sabe com a emblemática
filiação político-partidária
de nossos caríssimos
parlamentares ocupados.
Tudo bem…
somos fúteis “filhos da mídia”.
Já que qualquer representatividade
de arte genuinamente brasileira
(esqueçam a “arte” de Delúbio e Genoino!)
encontra-se em estado de decomposição,
pois seus principais colaboradores,
por falta de incentivo financeiro,
são impactados pelos obstáculos pujantes
da contemporaneidade.
E, por vezes, é (in)justamente
essa atual pseudo-estética
sociológica e filosófica
a grande mantenedora
de cartas marcadas,
fazendo com que grandes pensadores
mantenham-se no anonimato,
privando a “pura” pátria de desfrutar
novas e variadas letras.