sábado, 22 de novembro de 2008

o ópio do ódio

vestido com uma camisa do Che

e ouvindo Bob,

(bebendo c-u-b-a-l-i-b-r-e)

quase frenético,

Hamlet ouve

uma suave voz

de seu pai,

dizendo como

e por quem foi assassinado,

deixando para ele

a missão de vingar

sua morte

GPS

somos espectadores
e atores simultâneos
com sentimentos de piedade
às falhas de horror
em circunstâncias permanentes;

essa excitação nos envolve
e conforme a história se desenvolve,
e termina ciclos,
fixamos no cérebro
um chip conectado para desabafar
e ter a sensação de conformidade
logo em seguida...

a luta constante
com as mudanças tecnológicas avançadas,
forçam o homem a se adaptar
ou então, estará excluído...

e assim, com essa ambição doentia,
permitimos ao caráter humano
ser geneticamente alterado.