quinta-feira, 30 de outubro de 2008

VIOLENTADO

a angústia aprisionou-me
fez cortar-me os pulsos!
agarrou as minhas pernas
nuas e insanas
__entranhas__
a ignorância arredia
com meu
sangue veneno,
atravessou a
alma,
despejando lábios com beijo de
fel.
sou uma
fera --enjaulada--
com olhar fogo-ardente
queimando corpos
luzes
à espera de um furto desencontro.
corro... atravesso a contra-
mão,
transformo-me em um profano
não sou mais quem eu era antes.
dos meus desejos restam
cinzas
ao
incrível de minhas ilusões
só o vento amigo pronuncia...
ainda quero, compro e imploro
a idéia abstrata do
erro,
mesmo que custe uma
auto-destruição;
caminho... espalho explicações
corretas e sinceras versões
cruas, sombrias desilusões;
contudo, alimentei uma
súbita fúria
diagnosticada fatalmente por: você.
te olhei, persegui,
perdi...
embora já não vejo mais
deixo-te um sonoro grito do corte
com um toque breve do adeus...