quinta-feira, 1 de maio de 2008

Lu-Z / Lu-Cro



silêncio letal!
não me analise
não fique cri-ti-can-do minhas ações

[im-perfeito, exigente, frio, carente]
– todo cheio de marcas
ouço/vejo: em cada grito de
desespero
a carência humana,
a instabilidade do amor...
ando pelas
ruas, desviando dos buracos das calçadas
[só pra não torcer o pé pela décima vez!]
levo quase tudo a sério
adoro testar – a irritabilidade e lealdade alheia –
faço árvore genealógica da família,
tenho e acredito em Deus!
[e no PT/Lula também!]
adoro trovões! sofro de insônia
{as madrugadas ferem minha alma}
sou compulsivo por música,
amo profundamente... mando e-mail, cartão e rosas
[ainda sim, a insensibilidade me toma]
digo "eu te amo" uma única vez
– encho de beijos, morro de ciúmes –
provoco a todo instante
e não tenho paciência pra burrice!


[*Aut.: Elias Gomes / João Carlos Freitas]

4 comentários:

João Carlos Freitas disse...

...Uma homenagem singela!!!!!!

João Carlos Freitas disse...

Ótima parceria!!! Início de um novo ciclo... valeu, primo-irmão!

Lú!! disse...

UMA BELA HOMENAGEM POR SINAL...
ATITUDES, PALAVRAS QUE NOS DEIXAM SEM SABER O QUE FALAR...

Anônimo disse...

chegou ateh meu orkut uma mensagem desse blog... nao sei por qual veia daquele site de relacionamento chegou a mim, mas isso foi muito bom... bom saber e ler um doido de brasolia tao intenso, verdadeiro, transparente. Foi as primeiras (e mais verdadeiras) impressoes que tive; o que ficou da sua poesia em mim (porque boa poesia tem que ficar algo) nao eh tanto o conteudo, digo, nao o significado semantico das palavras nem o conjunto do texto, mas a sensacao de que vc nao usa papel para escrever, mas escreve na propria pele.
Acho muito admiravel isso, com tanto poetinha por ai querendo ser somente a influencia de tudo aquilo que leu por ai... vc eh dos meus: procurando sua propria letra, escrevendo para, como num espelho, ver o proprio rosto naquilo que escreve..
massa, vagabundo..

C. Sturba
Londres