sábado, 22 de março de 2008

contrariando -santo Agostinho-

D
E
S
T
I
L
E
M
O
S


N
O
S
S
O


V
E
N
E
N
O
.
.
.

six? six? six?



six?



six?



six?

Loa



estamos presos ao nosso cruel futuro a prazo,
vivemos entediados ao lado de uma súbita ignorância;
juntos formamos essa cadeia extrema com arrogância
onde somos frutos de um sonoro acaso

inexplicavelmente, o homem é um ser exato
somado em uma tempestade vazia
importa-se com a menor parte: a fria
despertando um ensurdecedor grito de não grato!

a humanidade sendo regressivamente desumana
completa o elo de infelizes desalmados em entranhas
encarecendo e corrompendo a vida de pessoas estranhas
indo ao encontro de uma sociedade profana

entristecidos, andamos cada vez mais: sorrindo!
vivendo exemplarmente como feras em rebeliões;
inatingíveis, somos atingidos por humanas munições
destruímos explicações a este lado e continuamos fugindo

engrandecer diminui nossos anseios
por isso, aumentamos nossa fúria contemporânea
traduzindo-a em um espetáculo de dimensão espontânea
o que nos permite retroceder aos primórdios

exagerando, tornamos amantes exagerados:
fiéis amores ao mundo de traição
pleiteando pessoas e costumes à nossa invasão
assim, corações desprotegidos são bombardeados

e, desacreditando em nossas forças e obras
passamos a não acreditar no futuro,
vindo em mente o terrível sangue impuro:
de mães, crimes e risos de cobras...

Loadeando



...iludentes perdidos;
cruéis, famintos, ferozes
transformam-se gritos em latidos

cães selvagens (isso somos!), insanos.
olhem à veracidade da nossa fúria canina
com dentes afiados! imagina?!
pedindo e comendo carne de humanos

laudatício, capitalizando, torna-te sociável
implicando com valores ideológicos
visando espetacularmente nossos egos
em presença de um agudo ar renovável

escurecendo o mundo claro de ilusão
alternamos o animalesco vasto prato:
mudamos o homem de cobra e cão para rato,
o qual é encontrado em uma confusa dimensão

ao início, finalizamos a vida humana
quebramos o tempo e o temperamento,
aumentamos o sombrio comportamento
e entediamos nossa fauna

ao certo, é improvável... porém velozes
distorcido e conceitualmente sem nexo
trágico, cômico e complexo
entretanto, firmo em tais metamorfoses

urso polar


(com um toque de France)
a decepção é pragmática.
assim me tornei forte,
imbatível, intolerante,
insignificante...
agora sou corruptível,
distraído, indeferido...
um louco pobre
-um traste farrapo sem ideal-
ao encontro de um:
notório
mundo
nórdico

variação LINGÜÍSTICA

falar, falar e falar...
até seria compensatório

-uma forma a mais de evolução da Língua-

se não fosse tudo
blá... blá... blá...

terça-feira, 11 de março de 2008

fábrica de crianças


devemos negar nossa raça?
será que nem humanos somos?
ao menos neo[fascistas] já fomos
o que caracterizou nossa voz
[servida in-útil]
para com os que nos redime:
co-lecionadores fiéis
da es-quadrilha fundida
liberada a-típica e utó-pica
de uma fonte sistemática
e categórica servil-hando,
compenetrando ao ventre
sangrento de mães miseráveis
que des-mamam seus
esquizofrênicos famintos
ladrões assassinos

quinta-feira, 6 de março de 2008

cadê o coelho?

os
alquimistas
estão
chegando...

de onde?


não importa o contexto
coelhos sempre chegam
sem endereço
nem adereço


portando
nada em sua pasta
para oferecer






manutenção da atenção




acordem!!!

...espalhem:
toda
fúria
contemporânea

destilada
em poesia!



in...


p

o
e
s
i
a

c
o
m

i
r
a,


c
o
m

s
a
n
g
u
e